Caso New Hit

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Reprodução/TJ Bahia 
 
A juíza Marcia Simões tem a expectativa de dar a sentença do caso New Hit até o final do ano, segundo o Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA). Entretanto, não há um prazo definido para a magistrada proferir a sentença.

 
Como a magistrada conseguiu ouvir todos os dez acusados nesta terça (17) e quarta-feira (18), não será necessária a realização de mais um dia de audiência na quinta-feira (19), conforme estava previsto. Neste caso, são réus nove integrantes da extinta banda de pagode New Hit e o policial militar Carlos Frederico, que foi reconhecido, de acordo com o TJ-BA, pelas vítimas como segurança da banda.
 
Agora, de acordo com o TJBA, é iniciada a parte das diligências, que podem ser solicitadas em um prazo de cinco dias pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) e os advogados que representam os réus. Se forem solicitadas, as diligências serão analisadas pela juíza, que pode ou não aceitá-las. Pode ser apontada, por exemplo, a importância de que outra pessoa seja ouvida. Após a fase das diligências, é dado o início da parte das alegações finais. Somente após esse trâmite processual é que será prolatada a sentença.
 
Segundo o TJBA, o segundo dia de audiência aconteceu de forma tranquila. Foram ouvidos os músicos Michel Melo de Almeida, Weslen Danilo Borges Lopes e William Ricardo de Farias.
 
No primeiro dia de audiência, o sócio do grupo Edson Bonfim, único interrogado na última audiência, no 3 de setembro, confirmou o que já havia dito anteriormente em um breve depoimento. O acusado Jefferson Pinto dos Santos, ex-produtor técnico da banda foi interrogado por quase duas horas, respondendo às perguntas da juíza Márcia Simões, da promotora de Justiça Marisa Jansen, da assistente de acusação Isabela da Costa Pinto, advogada do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca-BA) e dos advogados de defesa. Em seguida, foi a vez do ex-dançarino Alan Aragão Trigueiros, que depôs por duas horas e meia, e depois a audiência foi interrompida para o almoço.
 
O ex-vocalista da banda, Eduardo Martins, conhecido como Dudu, ficou em silêncio em seu depoimento na audiência de instrução do caso. Segundo informações do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA), ele ratificou depoimento prestado na delegacia no dia do ocorrido e usou o direito constitucional de ficar em silêncio. O depoimento dele durou cerca de cinco minutos.
 
O último a depor neste primeiro dia de audiência foi o ex-percussionista John Ghendow de Souza Silva. Ele também optou por não responder as perguntas da promotoria.
 
O caso
 
Após o show realizado na cidade de Ruy Barbosa, as adolescentes, em depoimento à polícia, contaram que entraram no ônibus para fazer fotos com os rapazes. Lá foram atraídas para o fundo do veículo, onde teriam sido violentadas sexualmente. Protestos contra os músicos foram realizados e a banda perdeu o patrocínio em eventos e teve apresentações sabotadas em protestos de grupos feministas pelo país.
 
Em outubro de 2012, a banda se apresentaria no Festival de Pagode, em Salvador, mas a Skol retirou apoio ao evento por conta do protesto de internautas. A banda acabou desistindo de participar do festival.
 
A Marcha Mundial das Mulheres também fez protestos em cidades onde a banda se apresentou. Representantes da bancada feminina da Assembleia Legislativa da Bahia fizeram uma reunião no Ministério Público para discutir com o órgão formas de obter celeridade do julgamento do caso.
 
Em agosto desse ano o caso completou um ano sem conclusão e, na última quarta-feira (11), o empresário Jorge Sacramento, proprietário da banda, comunicou à imprensa que o grupo de pagode chegou ao fim. 
Fonte: Correio.

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