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De escândalo em escândalo, Temer segue para um melancólico final. E depois muda?

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Certo que o governo é impopular, rejeitado por quase 90% da população, mas porque Michel Temer haveria de insistir em nomear ministro indicado de um partido, o PTB.


Anote aí: hoje faltam 179 dias, amanhã 178. Siga por aí que a conta zera em 1º de janeiro de 2019, quando o novo presidente da República toma posse. Ou melhor , acontece o Fora Temer de verdade (esse Fora Temer das camisetas que se vê por aí é fajuto, de gente que tenta tirar proveito político). O escândalo do ministro do Trabalho, Helton Yomura, afastado por decisão do STF, um fato se não inédito, raro, coroa uma sucessão de escândalos iniciados em março de 2016 com Joesley Batista, o da JBS, que jogou também o senador Aécio Neves no fundo do poço.
Incertezas
Certo que o governo é impopular, rejeitado por quase 90% da população, mas porque Michel Temer haveria de insistir em nomear ministro indicado de um partido, o PTB, que já teve uma indicação, a da deputada Cristiane Brasil, vetada pela justiça? Ela é filha de Roberto Jeferson, que já cumpriu pena de seis anos no mensalão, mas é o dono do PTB e bancou Helton Yomura. No Brasil é assim, partido tem dono. É tanto interesse a conciliar que o presidente acaba refém dessa situação, seja ele quem. A era do PT foi rifada como bandida e entrou no lugar algo aparentada como quadrilha chic, provocando o desencanto que se vê hoje, a 90 dias da eleição, e o povo órfão de referências confiáveis. Será que em 2019 isso muda. Alguns, como o senador Otto Alencar, acham que não. O modelo político é o mesmo. 
As informações são da coluna de Levi Vasconcelos/bahia.ba.

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