Conheça a história de superação do Conjacuipense “Dhiego Astral” da FitDance

Dhiego Astral, 34 (@d_astral).

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Na pele: o dançarino tatupu no braço a marca da empresa como prova de amor e gratidão (Foto: Reprodução/Instagram)

O nome Astral foi dado pelo dono de uma lan house em Conceição do Jacuípe, cidade onde Dhiego viveu na adolescência. “Surgiu de minha alegria, que chega a ser exagerada às vezes”. Alegria que não sucumbiu aos problemas da vida.

“Um cara que comeu do lixo, que passou seis meses sem energia em casa, seis meses sem água, que quando tinha um não tinha outro, que comeu de fogão a lenha…”

Dhiego está na FitDance há quatro anos e descobriu a dança por acaso quando ajudava amigos dançarinos a ganhar um prêmio (Foto: Renato Santana/Divulgação)

A energia permanece ali. Aos 34 anos, ele é um dos dançarinos que faz parte da Equipe Show e que está lá desde os primeiros passos da FitDance. “Entrei quando migrou para a Internet, cheguei a gravar um DVD”, lembra do seu início no grupo.

Mas quem vê Astral descendo, subindo, quicando e rebolando nos vídeos, nem imagina que antes de meter dança ele metia voz. “Eu tinha uma banda de partido alto em minha cidade”. Depois disso, entrou em um grupo de dança e fazia uns trampos de modelo em Feira de Santana. E foi voltando de um desses trabalhos que o mundo resolveu dar voltas.

Na pele: o dançarino tatupu no braço a marca da empresa como prova de amor e gratidão (Foto: Reprodução/Instagram)

Depois de um assalto ao ônibus em que estava, veio parar em Salvador, decidiu passar uma semana na casa de uma tia e voltou a Conceição do Jacuípe apenas para pegar as roupas. Mudou para a capital e resolveu continuar dançando. Virou professor em academias até que Fábio o chamou para integrar a equipe da recém-nascida FitDance.

“Ele disse pra gente: ‘vou fazer de vocês artistas’, e eu acreditei. Na época eu achava que era uma aposta. E fiquei.”

Um dos seus primeiros vídeos foi da música Abana, de Leo Santana. “Fabio, como bom empreendedor, viu que eu tinha talento e me colocou na Equipe Show”. E mesmo sem saber o que era direito, ele topou. Atualmente tem 188 mil seguidores no Instagram, participa dos principais vídeos, de apresentações por todo o país, dos cursos e das campanhas para a linha de roupas que o grupo assina. Mais que isso, Astral se dedica quase integralmente ao trabalho com a Fit.

“Eu não encaro nem como trabalho, mas como minha vida. Às vezes eu fico aqui, ajudo a editar um vídeo, criar coreografias e dou ideias”.

O bonitão coleciona mais de 180 mil seguidores no Instagram (Foto: Reprodução/Instagram)

Ele credita ao grupo todas as grandes transformações de sua vida, tanto que fez questão de marcar na pele o nome da empresa, como prova de amor e gratidão. “É emocionante, eu não tinha perspectiva de vida, eu não sabia o que era sonhar. Quando entrei aqui, comecei a ser enxergado como profissional, minhas aulas cresceram de público”.

E de garoto que não sonhava, Astral se tornou o homem que quer saltos cada vez maiores. “O que eu ainda sonho é levar a FitDance onde ainda não chegou, onde a dança é pouco valorizada, discriminada, para pessoas que querem dançar, mas não têm condições físicas, que se alegram quando a gente dança para elas”.

Entre as diversas histórias, ele rememora a de um fã que encontrou com eles em Brasília, na semana passada, depois de um show, e que revelou que o grupo o teria ajudado a sair da depressão em 2014. “A dança conseguiu isso, nós não somos simples dançarinos, somos artistas”.

Mas nada que o deixe deslumbrado. “Vejo que eu tenho mais conhecimento, mas continuo morando no mesmo bairro (Sete de Abril), comendo a mesma comida, indo nos mesmos lugares quando eu posso, nem me vejo tão artista assim”.

A não ser quando é parado no shopping para fazer selfie com alguma fã. Nesses momentos ele incorpora o famoso e cuida de passar gentileza e respeito para quem o encontra. “Tem que ter muita cautela, porque o mesmo mundo que te abraça pode te derrubar. Uma palavra pode ser mal interpretada. A gente tem o cuidado de como falar e como tocar”. Mas de uma coisa ele não esquece: a humildade.

“Não tem como mudar porque de onde eu vim, como é que não age assim? Se eu fizer uma coisa que soe errado eu volto atrás e corrijo.” E celebra: “a FitDance me tirou da lama e me colocou nos palcos”.

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