Mulher ganha apenas 84% do salário do homem, aponta MTE

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O porcentual aumentou 2% em relação ao levantamento de 2015

Trabalhadoras brasileiras receberam, em média, o equivalente a 84% do salário dos homens , em 2016. O levantamento, feito com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais), é do Ministério do Trabalho (MTE).

O salário médio dos homens, no ano passado, foi de R$ 2.886,24, enquanto as mulheres foram remuneradas com R$ 2.427.14. Se forem contabilizadas as remunerações de todo o ano passado mais o 13º salário, as mulheres deixaram de embolsar, em média, R$ 6.000, em comparação aos homens.

Apesar da diferença, os números são otimistas e apontam melhoria em comparação ao ano de 2015, período em que a remuneração feminina representava 82% do recebido pelos homens. Os dados compreendem empregados formais nos setores privado e público do país.

Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), além do sexismo, outras razões explicam o fato de essas discrepâncias ainda prevalecerem. As mulheres muitas vezes optam por cargos com mais flexibilidade, por exemplo, o que pode interferir no salário. Além disso, ainda de acordo com a FGV, é possível que haja empresas que, apesar de pagar menos, ofereçam outros tipos de benefícios, fora os mensurados no contracheque.

O Distrito Federal está na contramão da pesquisa. Lá, as mulheres ganharam, em média, o correspondente a 98,6% do salário médio dos trabalhadores XY. É a menor diferença nacional.

A explicação se encontra no grande número de funcionários públicos: na capital federal, o acesso ao mercado se dá predominantemente por meio de concursos públicos, e as mulheres são maioria na aprovação, fator que pode estar contribuindo para equalizar os salários.

Na administração pública e na construção civil da capital federal, a situação se inverte: elas ganham, na média, mais que os homens – 38,5% e 19,5% acima, respectivamente.

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