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Estudantes do Colégio Millenium vão realizar ato público em defesa da vida, da paz e da educação em Conceição do Jacuípe

Inspirados na história de Malala, uma jovem paquistanesa que triunfou sobre as adversidades do seu país.

31/08/2019 09h13
Por: Redação
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Foto/Reprodução
Foto/Reprodução

Mesmo sendo vítima de um tiro quando saia da escola aos 15 anos de idade, não esmoreceu, mas continuou a sua luta em defesa da educação para todos, estudantes do 9º ano do Colégio Millenium vão realizar um ato público em defesa da vida, da paz e da educação.

Batizado de Abraço Coletivo, o evento está agendado para acontecer no dia 03/09/2019 (próxima terça-feira) na praça Benjamim Costa, bem no coração de Conceição de Jacuípe, a famosa Berimbau, onde . Os estudantes e professores  estarão concentrados a partir das 8h. Eles vão realizar uma programação especial para mobilizar a sociedade na busca por uma nova consciência na cidade.

Programação

Os estudantes vão fazer ecoar o seu canto de vida com mensagens contra as formas de violência através da distribuição de panfletos confeccionados por eles mesmos; apresentação de coreografia a céu aberto, pronunciamentos de valorização da educação como instrumento da cultura da paz no semáforo e, por fim, todos juntos darão um abraço coletivo na sociedade com o objetivo de mostrar que a vida é mais forte que qualquer ato de violência. É como escreveu a própria Malala, “uma criança, um professor, uma caneta e um livro podem mudar o mundo”.

A ação nasceu depois que os estudantes leram o livro paradidático que conta a história da garota que chegou a conquistar o Prêmio Nobel da Paz por conta da sua luta em defesa dos direitos humanos. Na sala de aula, os estudantes perceberam que não há idade para defender os bons princípios e que, mesmo adolescentes, eles podem ajudar a distribuir as sementes do bem no lugar onde vivem. A obra de Malala suscitou debates importantes durante as aulas que resultou na construção de frases de impacto que serão tema dos panfletos distribuídos na terça-feira da próxima semana.Venha você também e participe desse evento nos ajudando a construir um mundo melhor.

Saiba mais sobre o livro que inspirou os estudantes do Millenium a realizarem o ato público em defesa da paz

“Quando o Talibã tomou controle do vale do Swat, uma menina levantou a voz. Malala Yousafzai recusou-se a permanecer em silêncio e lutou pelo seu direito à educação. Mas em 9 de outubro de 2012, uma terça-feira, ela quase pagou o preço com a vida. Malala foi atingida na cabeça por um tiro à queima-roupa dentro do ônibus no qual voltava da escola. Poucos acreditaram que ela sobreviveria”.

Para a estudante Danyelle de Paula, o livro ensina que as pessoas devem lutar pelos seus direitos e  por igualdade

“Mas a recuperação milagrosa de Malala a levou em uma viagem extraordinária de um vale remoto no norte do Paquistão para as salas das Nações Unidas em Nova York. Aos dezesseis anos, ela se tornou um símbolo global de protesto pacífico e a candidata mais jovem da história a receber o Prêmio Nobel da Paz”.

“Eu sou Malala é a história de uma família exilada pelo terrorismo global, da luta pelo direito à educação feminina e dos obstáculos à valorização da mulher em uma sociedade que valoriza filhos homens. O livro acompanha a infância da garota no Paquistão, os primeiros anos de vida escolar, as asperezas da vida numa região marcada pela desigualdade social, as belezas do deserto e as trevas da vida sob o Talibã”.

Escrito em parceria com a jornalista britânica Christina Lamb, este livro é uma janela para a singularidade poderosa de uma menina cheia de brio e talento, mas também para um universo religioso e cultural cheio de interdições e particularidades, muitas vezes incompreendido pelo Ocidente.

Danielly dePaula, 15 anos, é uma das estudantes que tomou conhecimento da obra a partir da atividade pedagógica desenvolvida pelo Colégio Millenium. Em conversa com o Professor Repórter,  ela afirmou que o livro de Malala “é legal pela forma de abordagem e pelo conteúdo”. “O livro  tá ‘ensinando’ que as pessoas devem lutar pelos seus direitos e a busca por igualdade”, afirmou a estudante que fará um dos discursos em defesa da educação durante o ato público.

Por Danilo Guerra

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